
Um país para se evoluir necessita de uma educação de qualidade como um dos principais pontos de partida, fato esse considerado meio que distante da realidade brasileira. Do ensino fundamental ao ensino médio, a rede pública nos transmite o reflexo da desordem da sociedade nacional. Porque não há uma pessoa, da geração atual, que ao pensar em ensino público não relacione o momento à palavras como desordem e má qualidade de educação. Onde estou querendo chegar é na cobrança feita aos que querem enfrentar um vestibular afim de entrar para uma Universidade.
"O vestibular impede o desenvolvimento da inteligência porque exige uma quantidade exagerada de informações. Como a maioria dos professores de Ensino Médio resolvem esta demanda? Adotam métodos questionáveis de instrução e condicionamento, como é o caso dos "simulados". Os "simulados" são ações repetitivas de exercícios e problemas já empregados em exames vestibulares passados. É o condicionamento programado. O aluno, de tanto fazer "simulados" relaciona uma palavra-chave à resposta esperada. Dois problemas destacam-se neste expediente. O primeiro, diz respeito à noção de verdade científica. Nos dias de hoje, uma verdade científica perdura, em média, três anos. É um erro grosseiro, portanto, condicionar uma pessoa a responder um problema científico da maneira como se respondia há dez ou quinze anos atrás. O segundo problema é que o professor pode instruir o aluno para a prova, mas não o educa para a vida. O mundo globalizado exige capacidade de resolução de problemas novos, o contrário do condicionamento. Para condicionar um reflexo mental é necessário disciplina total. Mas para criar é necessário liberdade e até mesmo uma pitada de indisciplina. O que estou afirmando é que os "simulados" desarticulam o exercício mental da criatividade humana.

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